Do “jeitinho” à entrega de excelência: o passo a passo invisível da transformação
O “jeitinho brasileiro” é uma expressão que pode significar muitas coisas. Para alguns, é sinônimo de criatividade, de resolver problemas com poucos recursos, de dar um jeito. Para outros, infelizmente, é sinônimo de enrolação, de gambiarra, de falta de compromisso.
No mundo dos profissionais liberais, como pedreiros, encanadores, eletricistas, pintores e marceneiros, o tal “jeitinho” aparece de várias formas. Tem aquele profissional que faz um orçamento e na hora de cobrar é outro valor. Tem aquele que começa a obra e desaparece por dias. Tem aquele que faz o serviço pela metade, deixa um pedaço, porque assim “garante que vai ser chamado de novo”.
E tem também aquele que não sabe fazer, mas fala que sabe. Por vergonha. Por medo de passar fome. Porque precisa levar dinheiro pra casa e acha que dizer “não sei” é fraqueza.
Eu já vi casos de gente que foi contratada como assistente de pedreiro sem nunca ter colocado a mão na massa. Chegou na obra, mandaram fazer uma parede, ele fez do jeito que deu. Sem noção de prumo, sem nível, sem segurança. Resultado? O cliente pagou duas vezes: uma pra ele fazer, outra pra derrubar e refazer.
E o pior: esse profissional, muitas vezes, nem se sente mal com isso. Porque no fundo, no fundo, ele acha que o cliente é um “otário”. Alguém que merece ser enganado. Alguém que “tem dinheiro demais” e pode pagar.
De onde vem essa raiva contra o cliente?
Essa pergunta é a chave de tudo.
Quando a gente olha para a história desse país, para a formação das nossas classes trabalhadoras, para o que foi a escravidão, para o êxodo rural, para a forma como gerações inteiras foram tratadas como mão de obra descartável, a gente começa a entender que essa raiva não nasceu ontem.
Ela vem de longe. Vem de avós e bisavós que foram explorados, humilhados, tratados como inferiores. Vem de uma cultura em que “patrão” era sinônimo de inimigo, de algoz, de alguém que só quer explorar. Vem de comunidades inteiras onde a narrativa era: “quem tem dinheiro não presta, tem o nariz em pé, a gente tem que tirar deles o que der”.
E essa narrativa se perpetua. Ela vira um pacto invisível. Uma lealdade familiar. Um acordo silencioso entre gerações: “a gente não prospera, porque prosperar é trair a nossa história”.
Só que tem um problema: o cliente de hoje não tem nada a ver com isso.
O cliente de hoje é uma pessoa comum, que trabalhou, juntou dinheiro, e quer reformar a casa, trocar o chuveiro, pintar o quarto. Ele não é o senhor de engenho. Ele não é o capitão do mato. Ele é só alguém que precisa de um serviço bem feito.
Mas ele carrega nas costas o peso de uma história que não é dele. Ele paga a conta de algo que não fez. Ele é tratado como inimigo sem nunca ter lutado.
Como romper esse ciclo?
A boa notícia é que padrões podem ser quebrados. Crenças podem ser dissolvidas. Pactos podem ser desfeitos.
E a ferramenta para isso não é um curso técnico, não é uma bronca, não é um sermão. É a consciência.
Quando um profissional liberal chega até mim e faz uma Constelação Sistêmica com Cavalos, os animais mostram, sem palavras, o que está escondido. Eles mostram a raiva que ele carrega do patrão. Mostram a lealdade à pobreza da família. Mostram o pacto com a escassez.
E aí ele vê. Ele enxerga que aquela história não é dele. Que ele pode pertencer à família sem repetir o destino. Que ele pode honrar os antepassados sem passar fome.
Quando ele faz uma sessão de Barras de Access, o corpo relaxa, a mente aquieta, e tudo aquilo que vinha de fora, como os julgamentos, as crenças, as vozes dos antepassados, começa a se dissipar. É como um reset. Um apagar do disco rígido para instalar um novo sistema.
E depois desse reset, ele começa a perguntar: “Será que essa briga toda faz sentido? Será que esse cliente é realmente meu inimigo? Será que essa é a minha melhor escolha?”
O que muda na prática?
Quando esse profissional acessa a clareza, ele muda. E a mudança não é teórica. É prática.
Ele começa a ver o cliente como aliado, não como inimigo. Ele passa a pedir indicação, a cultivar o relacionamento, a querer fazer parte da vida de quem confiou nele. Ele se interessa por séries, livros, vídeos que o cliente recomenda. Ele quer aprender. Ele quer crescer.
E o mais bonito: ele passa a querer pagar o preço justo. Não só pelo que consome, mas pelo que entrega. Ele entende que o valor que ele cobra está ligado ao valor que ele acredita merecer. E quando ele se sente merecedor, ele cobra tarifa cheia e entrega um serviço que vale aquilo.
Ele leva a família para conhecer o lugar onde se transformou. Ele conta para os amigos. Ele vira referência. Não só de trabalho, mas de vida.
Porque ele entendeu que estava reproduzindo uma história que não era dele. Que ele pertencia àquela história, mas não precisava repeti-la.
E isso muda tudo!
Se você deseja viver essa experiência, seja através das Barras de Access, das classes do Access Consciousness ou de um Atendimento Sistêmico com Cavalos, talvez seja o momento de escolher sair da competição e entrar na maturidade.
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E se fizer sentido, agende sua sessão e experimente por você mesmo.
